Nos primeiros 10 meses de 2016, a Índia perdeu 78 tigres – o número de mortes mais elevado dos últimos seis anos.



Nos primeiros 10 meses do ano, a Índia perdeu 78 tigres – o número de mortes mais elevado dos últimos seis anos, durante o mesmo período de tempo, segundo a TRAFFIC-India e a Tigernet.

As autoridades ainda estão a investigar 43 destas mortes, tendo as restantes sido atribuídas à intervenção direta ou indireta de seres humanos, como no caso de envenenamentos, caça ilegal, electrocução e acidentes rodoviários. O estado indiano onde se verificou o maior número de mortes foi o de Madhya Pradesh, seguido de Karnataka.

“Costumamos testemunhar uma grande incidência de caça furtiva de agosto a novembro, todos os anos, embora as razões desta tendência sejam desconhecidas”, explciou Shekhar Kumar Niraj, diretor da TRAFFIC-India, ao Times of India. “A situação deste ano é bem mais sinistra já que houve um aumento de quase 10% nas mortes de tigres e de mais de 150% nas apreensões desde o ano passado.”

Os caçadores furtivos usam armas de fogo, veneno, armadilhas e electrocução para matar as suas vítimas, cuja carne e ossos são usados na medicina tradicional chinesa.

A Índia é lar de mais de metade da população mundial de tigres. Estima-se que existam mais de 2200 destes animais no país asiático, que, entre 2000 e 2015, fez 540 apreensões de tigres e de produtos de tigre, a maioria dos quais tinha como destino a China.

Segundo Tito Joseph da Sociedade de Proteção da Vida Selvagem da Índia, para se travar a caça furtiva é necessário um esforço conjunto, uma vez que “estão envolvidos no comércio ilegal da vida selvagem cidadãos de muitos países. É um crime organizado transnacional”.


Infográfico: Times of India
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