As duas marcas de cosméticos japonesas obtiveram a aprovação da OCDE para testar os seus produtos com um método que não utiliza animais.



As marcas japonesas de cosméticos Shiseido e Kao obtiveram a aprovação internacional da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para um método que testa a incidência de reações alérgicas aos seus produtos de beleza sem a utilização de animais.

O ensaio de ativação da linha celular humana (h-CLAT) utiliza células derivadas da medula óssea humana para predizer o modo como a pele irá reagir aos químicos. Esta técnica será responsável pela diminuição do número de animais usados em testes pela indústria, assim como por uma redução dos custos de desenvolvimento dos produtos – os testes em culturas de células custam 1/50 do preço da utilização de cobaias – e do tempo requerido, que passa de um período de 4 semanas a apenas 2 dias, informam as empresas.
“[Este] método tem potencial para ser utilizado também no teste de produtos farmacêuticos”, conta o portal japonês de notícias Nikkei.

A Shiseido e a Kao começaram a desenvolver um procedimento de h-CLAT em 2003. Mais tarde, juntaram-se a este trabalho o Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS) do Japão, as marcas japonesas Kosé e Lion, a L’Oréal e a Procter & Gamble, entre outros. O procedimento que desenvolveram não requer a utilização de materiais ou equipamentos exclusivos de terceiros, podendo ser realizado por qualquer empresa.
A aprovação da OCDE levará, provavelmente, a que mais empresas usem este método de teste, que poderia vir a estabelecer-se como norma internacional”, declarou Hajime Kojima do INCS.
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