A proposta para a criação de um santuário para baleias no Atlântico Sul, apoiada por países do hemisfério sul, foi uma vez mais rejeitada.

Baleias

A proposta para a criação de um santuário para baleias no Atlântico Sul, apoiada por vários países do hemisfério sul, como o Brasil, foi hoje, 25 de outubro, uma vez mais rejeitada numa reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI), com 38 votos de um total de 64, não tendo alcançado os 75% necessários para a sua adoção.
A esta proposta opunham-se os países que praticam a caça à baleia como o Japão, a Noruega e a Islândia.
A 66.ª reunião da CBI decorreu em Portoroz, na Eslovénia.

O objetivo era a construção de um santuário de 20 milhões de quilómetros quadrados, onde as populações de baleias pudessem reconstituir-se, após terem escapado da extinção no século XX, vítimas da caça pela sua carne, óleo e gordura. O santuário deveria assim promover "a biodiversidade, a proteção e a utilização não letal de recursos baleeiros no oceano Atlântico sul", segundo a proposta submetida à comissão. 71% das cerca de 3 milhões de baleias abatidas em todo o mundo entre 1900 e 1999 foram capturadas no hemisfério sul.

Santuário para baleias no Atlântico Sul Imagem: South Atlantic Whales Sanctuary Management Plan


Em 2012 e em 2014, a proposta já tinha sido apresentada pela Argentina, Brasil, Uruguai, África do Sul e o Gabão, que pretendiam desenvolver o turismo de observação de baleias; no entanto foi rejeitada das duas vezes.

Atualmente existem dois santuários de baleias: um no oceano Índico e o outro no oceano Antártico, onde caça o Japão.


Fontes: RFI, Motherboard e Notícias ao Minuto
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