Cerca de 15 mil mulheres da Arábia Saudita assinaram uma petição online a pedir que o país acabe com o sistema de guardiães masculinos.


Foto: FAISAL AL NASSER/REUTERS

Cerca de 15 mil mulheres da Arábia Saudita assinaram uma petição online a pedir que o país acabe com o sistema de guardiães masculinos, que requer que as mulheres tenham que ter o consentimento de um homem para poderem viajar para o estrangeiro, para se casarem e até para trabalhar ou estudar.
A petição foi entregue ao governo da Arábia Saudita, a 26 de setembro, depois de 2500 mulheres enviarem telegramas para o escritório do rei Salman durante a semana a pedir esta mudança, conta o Quartz.

Em julho, a Human Rights Watch (HRW) tinha publicado um relatório onde expunha o problema do sistema de tutela masculino. Todas as mulheres sauditas têm de ter um guardião legal, normalmente o pai ou o marido, ou mesmo o irmão ou o filho, para tomarem decisões importantes. Para trabalharem ou para irem à escola não é obrigatório, no entanto a maioria das instituições pedem a permissão à mesma.

Depois do relatório, as mulheres sauditas começaram a twittar mensagens que pediam o fim deste sistema com a hashtag #IAmMyOwnGuardian.
“As mulheres deviam ser tratadas como cidadãos de pleno direito, disse Aziza Al-Yousef, professora universitária jubilada e ativista, acrescentando que deveria ser definida “uma idade a partir da qual elas fossem consideradas adultas e responsáveis pelos seus atos”.

A ativista tem lutado também para que as mulheres possam conduzir, uma vez que a Arábia Saudita é o único país do mundo onde as mulheres não o podem fazer. Em 2013, foi presa por conduzir ilegalmente enquanto tentava chamar a atenção para este problema.
Eu sou a minha própria guardiã é o título do trabalho da artista saudita Ms Saffaa que se tornou no slogan desta campanha.








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