Segundo sondagens, o Partido Pirata islandês, que apoia o RBI, pode estar prestes a conseguir uma vitória nas eleições do próximo sábado.



Segundo sondagens do Instituto de Investigação em Ciências Sociais da Universidade da Islândia, o Partido Pirata islandês estará prestes a conseguir uma vitória sem precedentes nas eleições do próximo sábado, obtendo 22,6% dos votos.

As sondagens, realizadas entre 14 e 19 de outubro, colocam os Piratas no 1º lugar, ligeiramente à frente do Partido da Independência, atualmente no poder. Se estas previsões se concretizarem, será possível que venham a integrar o próximo governo islandês como parceiros de coligação de um dos outros partidos.

E este resultado poderá aproximar o rendimento básico incondicional (RBI) da realidade islandesa, já que, em 2015, o Partido Pirata apresentou uma proposta para que se estude a viabilidade de um RBI no país. No entanto, Halldóra Mogensen, deputada do partido, acredita que ainda é muito cedo para estas conclusões. “Temos um projeto (…) que propõe que se analise o RBI como uma alternativa aos programas da Segurança Social, porém isso é tudo. Quem sabe o que acontecerá no futuro, mas, por agora, não existem planos concretos”, disse.

O primeiro Partido Pirata foi criado há 10 nos, na Suécia, por Rick Falkvinge. Desde então, o conceito tem-se difundido por outros países, como a Alemanha, o Reino Unido, a Austrália, o Canadá e a Holanda. Estes partidos apoiam a reforma das leis dos direitos de autor e das patentes, a transparência governamental e a democracia direta.
Caso se realizem os resultados das sondagens, será a primeira vez que os Piratas desempenharão um papel significativo no governo, o que, aliado aos sucessos dos partidos sueco e alemão nas eleições, sugere que a “política pirata” está a ganhar terreno no panorama político europeu.
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