A Câmara de Paris aprovou a proibição de automóveis numa via de 3 km ao longo da margem direita do rio Sena.

Margem do rio Sena

A Câmara de Paris aprovou, dia 26 de setembro, uma proposta para transformar uma estrada na margem direita do rio Sena numa via para peões e ciclistas, proibindo a circulação de automóveis.

A presidente Anne Hidalgo afirmou que esta decisão pretende "a reconquista do rio Sena".
A circulação dos automóveis foi proibida em 3,3km da via, entre os Jardins das Tulherias, junto ao Museu do Louvre, e o túnel Henrique IV, perto da Praça da Bastilha. Estima-se que cerca de 43 mil veículos circulem nesta via diariamente. As margens do Sena são Património Mundial da Unesco desde 1991 e atraem milhares de visitantes por ano.
Além da proibição da circulação de carros, o projeto, que terá um custo de 8 milhões de euros, prevê a construção de percursos em madeira e a criação de espaços verdes.

No passado domingo, 27 de setembro, foi proibida a circulação automóvel numa parte central da cidade, repetindo-se o “dia sem carros” em Paris, que em 2015 teve um impacto significativo nos níveis de poluição: na Avenida dos Campos Elísios os níveis de dióxido de carbono desceram 30% e ao longo do Sena os níveis caíram cerca de 40%, revela o Observador. Segundo especialistas, a poluição atmosférica é responsável pela morte de 2500 pessoas todos os anos na cidade e de 6600 na região metropolitana.
A presidente está determinada a combater a poluição da cidade cuja qualidade do ar viola frequentemente as normas da UE, rivalizando por vezes com a de cidades altamente poluídas, como Pequim e Xangai, conta o Independent.

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