Os principais produtores de leite dos EUA mataram 500 000 vacas para reduzir o fornecimento de lacticínios e inflacionar os preços.

Vaca

Os principais produtores de leite dos EUA mataram 500 000 vacas para reduzir o fornecimento de lacticínios e inflacionar os preços para os consumidores.

46 milhões de euros é o que terão de pagar os maiores produtores de lacticínios norte-americanos pelo envolvimento da Federação Nacional de Produtores de Leite numa “conspiração de concertação de preços”. Esta operação, a que deram o nome de “programa de aposentação das manadas de vacas leiteiras”, forçou produtores de leite de explorações de pequena dimensão a matar as suas manadas inteiras, na sua maioria animais jovens, num esforço combinado para reduzir o fornecimento de leite do país e inflacionar artificial e ilegalmente o preço dos produtos lácteos, conta a organização Compassion Over Killing, responsável pela investigação inicial para o processo instaurado em 2011, que só viu a sua conclusão em 2016, 5 anos depois.

“Os maiores produtores de lacticínios do país, responsáveis por quase 70% do leite [dos EUA] conspiraram juntos num esquema clássico de concertação de preços, forçando preços mais elevados (…) a consumidores honestos e famílias”, declarou Steve Berman, sócio-gerente do escritório de advogados Hagens Berman.

A organização Compassion Over Killing mostrou-se “satisfeita por ver alguma justiça para o meio milhão de vacas que foram prematuramente abatidas e para os consumidores que pagaram preços aumentados artificialmente, tudo isto feito meramente para satisfazer a ganância da indústria láctea”.
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