Neste vídeo, Adam Conover desvenda os problemas dos cães de raça.



Qual é a relação entre as raças dos cães e as doenças genéticas de que estes sofrem? Neste vídeo, Adam Conover explora esta questão.

"Sabia que as raças dos cães nem sequer existem? Os seres humanos inventaram-nas e falam delas como se tivessem sido criadas assim pela natureza e como se os rafeiros fossem uma mistura dessas mesmas raças. Mas, na verdade, os rafeiros são cães no seu estado natural saudável e a criação de raças é uma forma de manipulação genética concebida pelo homem para seu entretenimento. Com a exceção de alguns cães, 90% de todas as raças puras foram criadas nos últimos 100 anos. No séc. XIX, no período vitoriano, a eugenia estava em voga e a criação competitiva de cães tornou-se uma moda entre os ricos.
Depois de estes Drs. Frankenstein terem feito de Deus durante algum tempo, declararam os seus pequenos “monstros” uma “raça pura”. É isto que uma raça pura de cão é; é totalmente arbitrário.



Quando se ouve “raça pura”, devia-se associar a “consanguinidade”. Os clubes de canicultura proíbem o cruzamento de cães de raça com outros que não sejam da mesma raça e muitas vezes cruzam-nos com os próprios pais e irmãos. Um estudo descobriu que 10 000 pugs tinham a mesma diversidade genética de 50 exemplares.

Toda esta consanguinidade faz do típico cão de raça pura um animal doente. 60% dos Golden Retriever morrem de cancro, 1/3 dos King Charles Spaniels têm crânios demasiado pequenos para os seus cérebros, os Grand Danois são tão grandes que os seus corações não conseguem suster o seu corpo e… quanto aos cães de raça minúscula… Alguma vez viram um que parecesse feliz? Eles sabem que há algo de errado com eles. E sabem que fomos nós que o fizemos.

Chegamos, finalmente, ao buldogue. Pode parecer adorável, se se puder considerar uma total falha genética algo adorável. Há cem anos, o buldogue era uma bela raça, mas um século de consanguinidade arruinou-o. Os seus narizes são tão achatados que mal conseguem respirar, as suas cabeças são tão grandes que só conseguem dar à luz por cesariana, as suas caudas podem ficar encravadas, praticamente todos têm displasia da anca e a esperança média de vida deles é de 6 anos. Encaremos a verdade, estes cães nem deveriam existir. Em vez do cão melhor do “show”, deveria ser o melhor do “show de horrores”.

Buldogue

O mais triste é que os clubes de canicultura poderiam curar todos os problemas dos buldogues se os deixassem cruzar-se com outras raças; mas não deixam porque senão não se pareceriam com os adoráveis buldogues que toda a gente adora. Mas a nossa insistência em que estes cães vivam de acordo com os nossos padrões está a fazer com que fiquem doentes e morram. Por muito que goste de buldogues, o próprio facto de existirem poderia ser praticamente considerado uma violação dos direitos dos animais.
Mas existe uma solução fácil. Quando quiser um cão, não se preocupe com a raça dele: vá ao canil e adote um rafeiro. Será feliz, saudável e um cão 100% natural."
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Comentários:

1 comentários. Diz-nos o que pensas

  1. Parabéns Artigo extremamente Relevante !!

    Giordano
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