Sergi Raventós analisou os efeitos do RBI, mostrando que a desigualdade e a instabilidade económicas têm um efeito prejudicial na saúde mental.

Saúde mental

Sergi Raventós, da Universidade Autónoma de Barcelona, realizou, recentemente, uma tese de doutoramento que analisa os efeitos de um rendimento básico na saúde mental, demonstrando que fatores como a desigualdade e a instabilidade económicas têm um efeito prejudicial na saúde mental.
Neste trabalho, o autor examina experiências com um rendimento básico realizadas na Índia, Namíbia, Carolina do Norte, Alasca e no Quénia e conclui que, entre outros benefícios, um rendimento incondicional, ou RBI, é responsável por melhorias na saúde mental das comunidades onde é implementado, assim como pela redução de desigualdades socias e da pobreza.
O estudo considera as desigualdades sociais e especialmente as de rendimentos e o modo como elas afetam a saúde mental, salientando a importância de políticas que visem a proteção social e económica- vistas como essenciais para oferecer estabilidade e segurança às vidas das pessoas.
A pobreza, desemprego e instabilidade laboral resultantes da atual situação económica em Espanha têm sido, na opinião de Sergi Raventóz, combatidos, ineficazmente, com medidas e “estratégias obsoletas” que têm “contribuído para piorar a insegurança económica que, como diversos projetos de investigação têm demonstrado, tem consequências graves para a saúde mental” – daí o aumento de casos de problemas psicológicos que se tem verificado no país, argumenta o autor.

Raventós, Sergi (2016) Desigualdade Socioeconómica e Saúde Mental: A proposta de um Rendimento Básico como um método de proteger e promover a saúde mental. Barcelona: Universidade Autónoma de Barcelona (Tese de Doutoramento)
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