A Michelin assumiu um compromisso de desflorestação zero na aquisição da borracha para a produção de pneus. A Greenpeace aplaudiu a medida.

Michelin e o planeta Terra

O Grupo Michelin, uma das 3 maiores empresas de pneus do mundo, adotou uma política de desflorestação zero para a aquisição de borracha. Uma vez que a borracha é um dos principais contribuintes para a destruição das florestas tropicais, através da conversão de florestas naturais em plantações, este compromisso é um passo importante na luta contra a desflorestação.

Entre as medidas do compromisso, publicadas no site da Michelin, estão o respeito pelo direito que as comunidades locais têm de rejeitar as plantações e a proibição da aquisição de borracha de áreas de florestas recentemente desflorestadas. As florestas primitivas, assim como as Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC) e as áreas importantes para o armazenamento de carbono ficam interditas para a conversão em plantações, explica o Mongabay.

“O Grupo [Michelin] compromete-se a não contribuir voluntariamente, direta ou indiretamente, para ações que podem levar à apropriação ilegítima de terras em detrimento das comunidades ou populações locais”, pode-se ler no site da empresa.
«O Grupo compromete-se ao princípio do “consentimento informado, esclarecido e livre” por parte das comunidades locais suscetíveis a serem afetadas pelas suas operações, especialmente no estabelecimento ou transformação de plantações empresariais e/ou zonas industrias.»

“Empenhado em proteger as florestas naturais e particularmente as florestas primitivas e as áreas de alto valor ambiental suscitáveis a ficarem comprometidas com o desenvolvimento do cultivo da borracha, o Grupo defende uma política de gestão responsável do território.”
Esta declaração surge depois de várias campanhas de sensibilização ambiental para reformar o sector da borracha.
Para a Greenpeace France, esta medida “envia um forte sinal a todo o sector da borracha: brevemente, será mais difícil vender borracha natural que contribua para a desflorestação.
Cécile Leuba da Greenpeace France afirma que isto significa que a Michelin terá de cortar laços com as empresas que continuam a destruir as florestas – como a Socfin, um fornecedor importante da marca, que, segundo a organização, terá causado a destruição de florestas virgens na República Democrática do Congo, em São Tomé e Príncipe, nos Camarões e na Libéria.
O compromisso da Michelin poderá aumentar a pressão em empresas como a Bridgestone e a Goodyear, para que estas adotem políticas semelhantes.

Desflorestação
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