A UE vai reunir-se dia 6 de junho para decidir o futuro do glifosato, uma vez que a licença para a sua venda na UE termina a 30 de junho.

O uso do glifosato na agricultura

A União Europeia voltará a reunir-se, no dia 6 de junho, para decidir o futuro do glifosato, cuja renovação da autorização de utilização tem sido adiada devido às dúvidas sobre as suas consequências para a saúde humana, indicaram várias fontes à agência AFP. Esta será a terceira tentativa da UE de traçar o futuro desta substância ativa utilizada em herbicidas, entre os quais o Roundup da Monsanto.

No dia 19 de maio, a Comissão Europeia, que propunha renovar a autorização por mais 9 anos, desistiu de submeter a voto a sua proposta por não haver garantia de uma maioria qualificada favorável. O mesmo tinha sucedido em março, quando se propunha renovar a autorização por 15 anos.

A licença para a venda e utilização do glifosato na UE termina no dia 30 de junho. Se os Estados membros não chegarem a acordo, a sua utilização ficará proibida em toda a UE.

Perante esta situação, a Comissão poderá propor um “prolongamento técnico” de pelo menos um ano ou até ao final de 2017, informam várias fontes europeias, de acordo com o El País, ou seja, depois das eleições presidenciais em França (em maio) e das federais na Alemanha (em setembro).

Este prazo permitiria à Agência Europeia dos Produtos Químicos publicar novos estudos sobre os impactos do glifosato na saúde humana. A França espera novos estudos da agência. Os estudos das consequências do glifosato diferem. A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar considerou “improvável” que o glifosato fosse cancerígeno – uma opinião aplaudida pela indústria agroquímica, mas que contradiz a emitida anteriormente pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro da OMS, que classificou o glifosato de cancerígeno “provável para o homem”.

Fonte: El País
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