Albert Einstein disse que se as abelhas desaparecem, o Homem sobreviverá apenas mais 4 anos. Sem a polinização das abelhas, frutos como a cereja, o melão, a maçã ou o pêssego e legumes, como o nabo ou a abóbora, provavelmente desapareceriam. Plantas polinizadas pelas abelhas também poderiam desaparecer, assim como os animais que se alimentam delas.

Quase metade das colmeias dos EUA (44%) morreram em 2015 e na Europa a situação é também preocupante. A França, a Bélgica, a Inglaterra e os países da Escandinávia apresentam números elevados de mortes nas colónias de abelhas (20 a 30%). Segundo a Visão em Portugal há cada vez mais abelhas embora existam múltiplas ameaças.

De acordo com os dados do programa EPILOBEE, da Comissão Europeia, entre o outono de 2013 e o verão de 2014, Portugal registou uma taxa de mortalidade nas colmeias inferior a 10%, a 7ª mais baixa entre os 16 países da U.E. analisados. Entre 2012 e 2013 a taxa de mortalidade das abelhas em Portugal foi de 18,1%.

“O efetivo nacional passou de 566 mil colónias de abelhas em 2013 para 619 mil em 2015, informa Manuel Gonçalves, presidente da Federação Nacional de Apicultores de Portugal.

“Em Portugal a mortalidade global nunca foi comparável à dos EUA. Pelo contrário, o efetivo tem vindo a aumentar em parte devido à adesão de um número elevado de jovens com projetos apícolas, disse Paulo Russo, do departamento de zootecnia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro à Visão.

As razões apontadas para a diminuição das abelhas são várias como, por exemplo, a utilização de pesticidas, a contaminação das abelhas pelo ácaro Varroa, o fungo Nosema ceranae ou mesmo o clima. Em Portugal, são causas de mortalidade o Varroa, a Vespa velutina (ou asiática) que ataca as abelhas e os pesticidas.

Fonte: Visão

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Última atualização: 3 Novembro 2021