Um grupo de 33 leões, resgatados de circos do Peru e da Colômbia, foram enviados para o Santuário Emoya Big Cat, na África do Sul, no dia 1 de maio.

Leão libertado na África do Sul

Um grupo de 33 leões, resgatados de circos do Peru e da Colômbia, foram enviados para o Santuário Emoya Big Cat, na África do Sul, no dia 1 de maio.

Vinte e quatro leões foram retirados de circos no Peru, que fazem parte de um grupo de mais de 100 animais resgatados com a ajuda de funcionários peruanos e com o objetivo de lutar contra o tráfico ilegal de animais selvagens. Nove leões foram também entregues, voluntariamente, por um circo da Colômbia.
O Peru proibiu a utilização de animais selvagens em circos, em 2011, e a Colômbia em 2013.

Uma vida nova para estes animais que apresentavam vários sinais de maus tratos (a muitos deles foram retirados os dentes e as garras, um deles é quase cego e a um outro falta um olho). Devido aos maus tratos sofridos, os leões não poderão ser postos em liberdade.
Vivem, agora, numa reserva privada, com 5000 ha, na província de Limpopo. Para aqui chegarem viajaram de avião (durante 15 horas) e depois em camiões, desde Joanesburgo até ao norte do país.
Para um membro da Animal Defenders International (ADI) uma organização não-governamental com uma ramificação na Colômbia, Yani Mateus, este foi um grande momento porque estes leões “sofreram muito no passado”.

Sobre o momento em que estes leões foram “libertados” o vice-presidente da ADI, Tim Phillips disse “Quando os vemos esfregaram-se contra as árvores, pela primeira vez, é realmente mágico. Tudo o que temos tentado fazer com este projeto é dar a estes leões a vida que lhes foi roubada durante anos nestes circos, itinerantes, cruéis”.

“Estes leões estão agora em fase de clausura (…) na qual vão permanecer durante 6 meses a 1 ano. Este é o seu tempo de adaptação que é a fase crucial, eles vêm de um continente, completamente, diferente. Precisam ser monitorizados de perto. Depois vão ser libertados para a fase 2, que é, obviamente, muito alargada e que durará o resto das suas vidas", adianta a fundadora deste santuário, que existe desde 2012, Savanah Heuser.
O custo da operação, batizada de "Espírito de Liberdade", foi de 10 000 dólares por leão.

"Esta é uma missão de resgate importantíssima, pois transmite uma mensagem para o mundo inteiro sobre como as pessoas tratam os animais e sobre o nosso relacionamento com as outras espécies que habitam o nosso planeta", disse Jan Creamer, presidente da ADI. "Este também é o planeta deles e têm o direito de aqui viver".

Outros animais como ursos, macacos, um puma e tigres também resgatados nas operações no Peru, foram transferidos para santuários no Peru e um tigre foi levado para um Santuário na Flórida.




Fontes: Euronews e BBC
Fotos: Siphiwe Sibeko/Reuters

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