Se está a considerar tornar-se vegan, pelos animais, a sua saúde e o ambiente, estas 12 dicas são para si.

Hambúrguer vegan

Talvez esteja a pensar tornar-se vegan porque um amigo o fez ou este sempre tenha sido um plano seu. Seja qual for a razão, optar por esta dieta – o que significa abster-se de todos os produtos de origem animal, como carne, lacticínios, ovos, mel, entre outros – é uma excelente forma de fazer algo bom pelos animais e pelo planeta. A dieta vegan tem muitos benefícios para a saúde, incluindo níveis mais baixos de colesterol, pressão arterial e índice de massa corporal, assim como um risco menor de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de cancro.

Mas se está a pensar tornar-se vegan, certifique-se que inclui todas as vitaminas e nutrientes essenciais na sua dieta para não ficar com carências de vitaminas. Antes de começar, fale com o seu médico/a ou nutricionista para que ele/a o possa guiar. Entretanto, se está a considerar fazer a transição, estas 12 dicas são para si.

1. Descubra qual é a sua motivação
Vai tornar-se vegan porque se quer sentir melhor ou porque quer perder peso? Porque concorda com os princípios desta dieta? Porque é defensor dos direitos dos animais? Ou porque se preocupa com o ambiente ou com os custos sociais da indústria da carne e do leite? É mais fácil começar e continuar uma dieta quando conhece as suas próprias motivações, por isso informe-se e medite no assunto. Existem muitos livros (p. ex., “Eating Animals” de Jonathan Safran Foer, “Animal Liberation” de Peter Singer), documentários (como “A Carne É Fraca”) ou discursos informativos (“As 101 razões para se tornar vegan”) que discutem os diversos fatores deste estilo de vida.

2. Faça-o com um amigo
Fazer uma grande mudança é sempre difícil, mas partilhar a experiência com alguém pode ser uma ajuda. Talvez consiga convencer um amigo ou colega de quarto a fazer este desafio consigo. Mesmo que não acabem os dois por permanecer fiéis a esta resolução, este pode ser o empurrãozinho de que precisava para embarcar nesta viagem.

3. Conceda-se tempo para se adaptar
Não vai acertar logo à primeira e o período de adaptação incluirá tentativas e erros.

4. Descubra alguns livros e sites de receitas básicas e escolha 10 ou 15 receitas de que goste mesmo
Existem muitos livros (p. ex., “Veganomicon” de Isa Chandra Moskowitz e Terry Hope Romero e “1000 Vegan Recipes” de Robin Robertson) e sites fantásticos com receitas vegans que pode experimentar. Reserve mais tempo, durante a semana, para cozinhar, uma vez que comer fora se poderá tornar mais desafiador, pelo menos nos primeiros tempos.

5. Não se esqueça dos snacks
Enquanto o seu corpo se adapta a uma dieta nova, é provável que se vá sentir com fome em momentos inesperados – para o qual é bom estar preparado. Leve na sua carteira, mochila ou pasta alguns snacks vegans – frutas, frutos secos e sementes, legumes (p. ex., cenoura crua ou chips de legumes) ou hummus – para que não acabe desprevenido e com fome.

6. Certifique-se de que consome proteína suficiente
É importante sublinhar isto. Há quem se esqueça da importância de incorporar proteína nas suas dietas, depois de parar de consumir carne e lacticínios. Mas existem imensos alimentos ricos em proteína. Algumas das melhores fontes: quinoa; ervilhas; amêndoas e cajus; feijão preto e grão-de-bico; tofu e kale.

7. Resista ao impulso de encher o estômago de hidratos de carbono
Pode ser tentador, mas empanturrar-se com pão branco, bolachas e doces não é muito bom para a sua saúde. Guarde o seu apetite para algo mais nutritivo ou pelo menos barre esse pão com algum hummus ou manteiga vegetal e complemente com tomate e pepino em cima.

8. Lembre-se que, só por ser vegan, não quer dizer que lhe faça bem
A comida vegan tem evoluído muito, nos últimos tempos, o que tem consequências tanto positivas como negativas. Hoje em dia, existem muitas opções pré-embaladas e há muitos mais restaurantes ou, pelo menos, pratos vegan-friendly nos menus dos restaurantes convencionais. Isto é positivo, mas também quer dizer que há muitos mais produtos processados ricos em açúcares, sódio e gordura, no mercado. Existem imensas carnes e queijos vegetais, por exemplo, que pode experimentar; mas tenha atenção – costumam ser muito processados, ricos em sal e aditivos, por isso não torne a sua dieta dependente deles, consumindo-os apenas ocasionalmente.

9. A soja faz-lhe bem, mas também lhe pode fazer mal
Pode parecer confuso, mas a explicação é simples; soja não-processada – tofu e feijões de soja – e soja fermentada, como o miso, são bons para si; já a soja processada – soja que é um ingrediente barato em comida processada – tem sido associada a problemas digestivos e alergias. Verifique, também, se a soja não é transgénica. Não se esqueça: leia os rótulos dos produtos.

10. Preste atenção aos seus desejos alimentares
Se der por si a sonhar com queijo frequentemente, pode não ser mesmo queijo o que quer. O seu corpo pode, de facto, estar a precisar de algum sal. Por isso descubra um snack salgado que possa comer. A mesma coisa se aplica à carne. Se sentir vontade de comer um bife, talvez seja sinal de que o seu corpo necessita de uma dose de ferro – neste caso, pode optar por vegetais de folhas verdes, como a kale, acelgas e espinafres.

11. Suplemente a sua dieta com vitaminas
Especialmente no começo. Algumas dietas 100% vegetais não incluem a dose necessária de B12, vitamina A e D. Para ter a certeza de que consome a quantidade ideal destas vitaminas importantes, aconselhe-se com o seu médico ou nutricionista.

12. Não seja demasiado duro consigo mesmo
No outro dia comeu uma pizza com queijo? Não seja demasiado duro consigo próprio. Ainda agora começou. Com o tempo, ir-se-á adaptando e ganhando experiência, se estiver mesmo empenhado neste estilo de vida, e os deslizes podem acontecer.

Fonte: StyleCaster
1ª Foto - One Green Planet

Coração feito com legumes verdes
Partilha:

Comentários:

0 comentários. Diz-nos o que pensas

Obrigado pelo comentário! Respeite os outros leitores. Comentários ofensivos ou com linguagem imprópria serão eliminados.