A Moinho é uma empresa de Vouzela, criada em 1993, que usa a mesma técnica inventada na China há milhares de anos e produz papel a partir do algodão, utilizando desperdícios da indústria têxtil como matéria-prima.
De t-shirts brancas saem folhas de papel branco e de calças de ganga folhas de papel azul-marinho. Outras são embelezadas com elementos naturais como sementes, folhas de árvores, musgo ou barbas de milho. O papel é depois transformado em vários tipos de artigos como embalagens, convites, álbuns, envelopes, blocos e livros.

O papel fabricado pela Moinho é destinado a pequenos nichos de mercado e "o preço é competitivo", diz Rui Silva, o administrador da empresa. O principal custo da empresa é o da mão-de-obra, já que, além de utilizar como matérias-primas os desperdícios têxteis, o Moinho reutiliza água em circuito fechado.
Sob o lema "de roupa velha se faz papel", o Moinho realiza visitas guiadas destinadas, maioritariamente, a escolas. "Os miúdos veem uma fábrica que além de usar restos de ganga para fazer papel não deita fumos", contrariando a ideia tradicional de fábrica, explica o administrador.
Para além da produção standard, trabalham também consoante pedidos que lhes chegam "uma empresa quis um papel próprio para as novas tecnologias, em que tivemos de aplicar uns fios elétricos. Outra empresa quis papel com aroma a anis, como o do licor que produziam", conta Rui Silva.

Veja o catálogo de 2016 aqui.



Fontes: Jornal de Negócios e Público

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