Um juiz de Saint Louis (Missouri, EUA) decidiu que a empresa Johnson & Johnson é culpada por fraude e por ocultar que os seus produtos podem causar problemas de saúde.

Segundo a Reuters, o juiz obrigou a empresa a pagar uma indemnização de 72 milhões de dólares aos familiares de Jacqueline Fox, uma mulher que em outubro de 2015 morreu com um cancro nos ovários aos 62 anos e que terá desenvolvido a doença por aplicar pó de talco da Johnson & Johnson de maneira regular durante 35 anos.
A empresa de cosméticos é também acusada de ter ignorado durante anos as reivindicações de que os seus produtos com talco poderiam causar cancro, numa tentativa de aumentar as suas vendas.
Atualmente, a Johnson & Johnson enfrenta 1200 processos nos EUA.

Em maio de 2009, a Campanha por Cosméticos Seguros, começou a publicar relatórios onde denunciava a Johnson & Johnson's por utilizar ingredientes de qualidade questionável nos seus produtos para adultos e bebés. Depois de 3 anos de petições, publicidade negativa e ameaças de boicote, segundo o The Guardian, a empresa aceitou em 2012 parar de utilizar formaldeído e dioxane 1,4, ambos comprovadamente cancerígenos, até ao fim de 2015.

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