O aparecimento de crias de leões-marinhos subnutridas nas praias da costa da Califórnia tem vindo a intrigar os cientistas.

De acordo com um novo estudo, as fêmeas que estão a amamentar não estão a conseguir encontrar o tipo certo de peixe de que se alimentam. Durante a amamentação necessitam de peixe de alta qualidade, de alto teor calórico e altamente energéticos como as sardinhas e as anchovas. Em vez disso, acabam por comer o que encontram – peixes magros e pouco calóricos como o bodião ou como as lulas, que não constituem o suporte nutricional de que necessitam.

As razões para a escassez destes tipos específicos de peixe são complicadas. Os seres humanos estão a procurar, cada vez mais, alimentos ricos em ómega 3. São exemplos de peixes gordos: o salmão, a cavala, as anchovas e as sardinhas.
As sardinhas e as anchovas são muito importantes para as rações de animais (ricas em ómega 3) e para as indústrias de óleo de peixe. As anchovas são muito usadas em pizzas e em molhos para as saladas Caesar.

Aparentemente, a sobrepesca de sardinhas e anchovas está a deixar pouco alimento para os seus predadores naturais – como as progenitoras dos leões-marinhos.

"Para os predadores com grande necessidade de energia, como as progenitoras dos leões-marinhos, comer peixe com maior densidade de gordura aumenta o teor de calorias e gorduras e proporciona-lhes a forma mais eficaz de satisfazer as suas exigências nutricionais", diz o autor principal do estudo, Sam McClatchie.

O estudo não encontrou a verdadeira causa da escassez destes peixes. A sobrepesca pode desempenhar o seu papel, assim como os problemas ambientais.

Escolher uma pizza sem anchovas e procurar uma fonte de ómega 3 vegan podem ser duas decisões mais conscientes.


Fontes: Care2, Royal Society Publishing e Discovery News

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