O rio Tejo e os seus afluentes têm vindo a sofrer uma contínua e crescente vaga de poluição visível através da morte de peixes e lagostins, da cor negra da água, da espuma espessa e do cheiro a químicos cada vez mais frequentes.
As águas que afluem de Espanha vêm já com um elevado grau de contaminação com origem nos fertilizantes utilizados na agricultura intensiva, na eutrofização gerada pela sua estagnação nas barragens da Estremadura, na descarga de águas residuais urbanas das vilas e cidades espanholas sem o adequado tratamento e na contaminação radiológica com origem na Central Nuclear de Almaraz. A gravidade desta situação acentua-se devido aos caudais cada vez mais reduzidos que afluem de Espanha, diminuindo a capacidade de depuração natural do rio Tejo.

A poluição, em território nacional, provém da agricultura e das indústrias da pasta de papel e alimentar, da suinicultura, das águas residuais urbanas e de outras descargas de efluentes não tratados.

Em 2015, a poluição no rio Tejo foi considerada um dos piores problemas ambientais do ano pela Quercus.
No último ano, as autoridades ambientais receberam 38 denúncias por descargas, mas apenas uma fábrica teve atividade suspensa fruto de reiterada prevaricação.
As principais empresas suspeitas de fazerem descargas ilegais - Celtejo e Centroliva (que descarrega os efluentes para a Ribeira do Açafal) - negam as acusações.
Muitas das descargas ilegais acontecem durante a noite ou ao fim de semana, explica Samuel Infante, da associação Quercus. O ambientalista sublinha que “é importante atuar porque se está a pôr em causa a saúde pública e o bem-estar das pessoas, além de se afetar a biodiversidade e atividades económicas como a pesca e o turismo”. Samuel Infante sublinha que o crime compensa: "Pagar multas não resolve a situação, têm que ser tomadas outras medidas mais eficazes".

O rio muitas das vezes cheira tão mal como um esgoto e a sua água é só espuma. Aparecem muitos peixes mortos. E ultimamente até algumas garças também aparecem mortas no rio.”, conta um pescador de Escaroupim, Salvaterra de Magos.
Sobre a fábrica de celulose Celtejo, o ambientalista e fotógrafo escalabitano, José Freitas escreveu no dia 19 de janeiro: “Esta é uma Fábrica de morte. Quem mata um rio mata a vida. É a CELTEJO, em Vila Velha de Ródão. O nome que tantos murmuram mas que não falam. (…) O medo não pára a razão. Nunca parou. Que se grite o nome e que isso seja uma acusação. Que os seus responsáveis tenham vergonha. Que os seus acionistas pensem se vale a pena ter o seu nome sujo como as águas que despejam no Tejo (…).”

Assine a petição: "PETIÇÃO CONTRA A POLUIÇÃO DO RIO TEJO E SEUS AFLUENTES"

Fontes: Expresso e Tornado
2º Vídeo: © Expresso


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