A Economia de Partilha surgiu recentemente com a evolução da internet e da crise financeira e é um novo modelo económico e social que permite o acesso partilhado a bens, serviços, dados e talentos.
Esta economia vale, atualmente, 400 mil milhões de euros a nível mundial, segundo Benita Matofska, a fundadora da organização "The People Who Share".
A economia de partilha é auxiliada pelas novas tecnologias e as redes sociais e ocorre através da compra e venda de bens em 2ª mão, da troca de produtos, da compra em grupo, da partilha de lugares num automóvel, do aluguer entre pares e até do empréstimo de dinheiro entre cidadãos. Há milhares de milhões de euros em recursos não utilizados, brinquedos arrumados em casas, assentos de automóveis vazios e o que a economia de partilha faz é ligar estes recursos às pessoas que precisam deles.

Um estudo da organização "The People Who Share" concluiu que 70% das pessoas querem partilhar (se soubessem como fazê-lo) e que 83% dos norte-americanos levariam um bem emprestado, alugado ou trocado se fosse fácil fazê-lo.
Segundo Benita Matofska, não são só os cidadãos que têm a ganhar com esta nova forma de viver. "As empresas não podem deixar de fazer parte disto, porque a economia de partilha já está a acontecer. Há uma mudança na forma como as pessoas e as empresas se ligam entre si", alertou, recordando que a tecnologia liga os consumidores entre si e muda a forma de se fazer comércio. Isto muda também a forma como as empresas funcionam: "Ou participam nesta partilha, ou deixam de estar no mercado". As empresas já não se podem focar só no lucro e esquecerem-se do impacto social e ambiental, pois os consumidores são cada vez mais informados e responsáveis, segundo Benita.



No Reino Unido há já vários exemplos de empresas que estão a participar na economia de partilha: A B&Q, uma empresa de distribuição de bricolage e decoração, fez uma plataforma para as pessoas partilharem ferramentas, enquanto a Marks&Spencer introduziu o conceito de 'shwapping' (mistura entre comprar e trocar em inglês), em que as pessoas doam uma peça de roupa à Oxfam e recebem um desconto de 5 libras numa compra.
Outros exemplos são a AirBnb, um site através do qual milhões de pessoas, em milhares de cidades, arrendam os seus apartamentos, moradias, quartos e garagens, castelos, iglus e até ilhas, por períodos de tempo curtos; o "crowdfunding", através do qual um grupo de pessoas apoia financeiramente um projeto, mediado por um site da internet; a francesa BlaBlaCar, um serviço de partilha de carros e a Uber, um serviço de transporte de passageiros.

“A economia de partilha veio para ficar” diz o estudo “Cities, the Sharing Economy and What's Next” de 2015. Consulte o estudo aqui.

Fontes: JN e DN


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