Estima-se que todos os anos cerca de 115 milhões de animais morrem nos laboratórios das indústrias químicas e farmacêuticas, nas universidades e em outros institutos de pesquisa. Segundo a chefe-executiva da Humane Research, Helen Marston, a Austrália é o 4º maior explorador de animais em experiências em todo o mundo depois da China, do Japão e dos Estados Unidos.
A Fairfax Media revelou, em 2009, que a Austrália utiliza mais de 6 milhões de animais (babuínos, cães, gatos e mamíferos nativos) em experiências todos os anos, de acordo com dados oficiais. As estatísticas do governo revelam que os ratos representaram a maior proporção de animais explorados, com mais de 1 milhão submetidos a testes. Cerca de 6.000 cães e mais de 1.500 gatos também foram explorados.
A Fairfax Media divulgou na semana passada que os babuínos estão a ser criados em Sydney e Melbourne e utilizados em experiências ao “estilo frankenstein” como por exemplo o transplante de um rim de porco no corpo de um babuíno, Conan, que teve que ser morto depois de sofrer efeitos colaterais fatais.
O Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (NHMRC) é o responsável pelo financiamento da investigação que envolve animais. O concelho está a rever a sua política sobre o tratamento e a utilização de primatas não-humanos para fins científicos.

Segundo dados da FDA (Food and Drug Administration), apenas 8% dos medicamentos que passam nos testes pré-clínicos (testados em animais) são eficazes nos testes clínicos com humanos, ou seja, 92% dos ensaios clínicos em animais que passam nos testes pré-clínicos (testes com animais) falham nos ensaios clínicos com humanos. Hoje em dia, sabe-se provocar e curar praticamente todos os tipos de cancro em ratos, mas quando se tenta aplicar estes princípios a humanos, os resultados são negativos. Importa lembrar que as mais relevantes descobertas científicas nesta área foram feitas com seres humanos e não com modelos animais.


Fontes: Anda e Sábado

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