O grupo terrorista Daesh tem outra fonte de rendimento para além do petróleo: exporta algodão sírio, que é transportado através da Turquia (tal como o petróleo) e que acaba nas fábricas de marcas de roupa ocidentais.
O algodão era um dos produtos básicos de exportação da Síria e, agora, como 3/4 dos terrenos férteis que produziam esta cultura estão nas mãos do Daesh, tornou-se uma outra forma de rendimento.
Antes da Guerra, a Síria produzia cerca de 600 mil toneladas de algodão por ano, algo que desceu para 70 mil, dos quais 3 mil são oficialmente exportados, de acordo com o International Cotton Advisory Committee (ICAC). Segundo o Comité, o algodão está a ser, na maioria, utilizado pela indústria de têxtil doméstica sobrando uma pequena parte para exportação.
A Turquia é o 2º fornecedor de tecidos da União Europeia e o 3º de roupa, de acordo com dados da UIT (Union des Industries Textiles), uma associação comercial têxtil francesa.
O algodão Sírio que entra pela Turquia entra através de canais não oficiais. Ao todo, o algodão Sírio representa 5% do algodão usado pela Turquia (ICAC).
As empresas têm dificuldade em identificar a origem das suas matérias-primas, uma vez que o algodão muda de proprietário e de localização múltiplas vezes.
“As roupas que compramos servem frequentemente para comprar armas, que se viram contra os inocentes e financiam o terrorismo”, diz Michel Santi do jornal suíço Tribune de Geneve.
Será que a roupa que está a compra está a financiar o Daesh?

Fontes: Tribune de Geneve, Sputnik e Daily Mail
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