A entidade gestora da central Termoelétrica do Pego, em Abrantes, construiu um travessão no rio Tejo que corta a passagem de embarcações e inviabiliza a passagem do peixe. A obra está licenciada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), mas não cumpre as principais exigências.
A Associação de Defesa do Ambiente – SOS Tejo anunciou dia 12 uma providência cautelar à obra.
“O rio Tejo está bloqueado de margem a margem e não dá para passar um peixe do tamanho de uma folha de oliveira”, disse Arlindo Consolado Marques, presidente da associação.
O dique é composto por blocos grandes de pedra e une as duas margens sem uma passagem para os peixes e apresenta no topo um caminho de terra batida para a circulação de viaturas.
O peixe não consegue voar um paredão de 4 metros de altura e com uns 20 metros de largura, disse Sebastião de Mattos, porta-voz da SOS Tejo.
José Vieira, diretor de recursos humanos da Central Termoelétrica do Pego – Pegop -, disse que “as acusações e as preocupações ambientais são infundadas”, e fez notar que a obra de reparação está “devidamente licenciada” pela APA.


Créditos da imagem: mediotejo

Fontes: RTP e Observador
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