Os chimpanzés deixaram de ser utilizados em investigações biomédicas nos institutos de investigação públicos dos Estados Unidos. Os 50 chimpanzés detidos pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos para investigação biomédica vão agora ser transferidos para um santuário, anunciaram as autoridades de saúde norte-americanas.

Desde 2013 que não foi aprovado nenhum projeto de investigação que recorresse a chimpanzés. Em 2012, os Serviços das Pescas e da Vida Selvagem dos Estados Unidos consideraram os chimpanzés em cativeiro como uma espécie ameaçada. Segundo os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), esta designação de espécie ameaçada obrigou os investigadores a obter uma autorização suplementar para poderem fazer experiências científicas suscetíveis de ferir os primatas. Mas nenhum pedido foi feito.

“De acordo com o compromisso dos NIH de junho de 2013, reexaminei a necessidade de manter chimpanzés para a investigação biomédica e decidi, com efeito imediato, que se vai dispensar a nossa colónia de 50 chimpanzés para investigação futura.”, disse Francis Collins, cientista e diretor dos NIH. Por isso, os chimpanzés dos NIH deverão “reformar-se imediatamente” e ir para o Paraíso dos Chimpanzés, um santuário federal em Keithville, no Luisiana, informou Francis Collins.

No dia 25 de novembro de 2015, Membros do Congresso dos Estados Unidos enviaram uma carta, a pedir brevidade do processo, tendo apontado o facto dos NIH ter anunciado em 2013 que as experiências em chimpanzés eram desnecessárias e que iriam enviar a maioria dos chimpanzés para santuários; no entanto, poucos dos 310 chimpanzés foram enviados e acabaram por morrer à espera da liberdade.
Fontes: P3 e PETA
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