No início de novembro deste ano, um juiz suspendeu permanentemente um projeto turístico em Cancun, no México, promovido pela Agência Turística Mexicana, devido a uma queixa apresentada por 113 crianças da cidade mexicana. O empreendimento deveria construir várias casas, lojas e uma praça gigantesca numa zona de mangais, o habitat natural de crocodilos.
A queixa foi apresentada em setembro e pedia ao juiz para parar imediatamente o projeto, alegando que as 113 crianças têm o direito constitucional a viver num ambiente saudável. “Se passarmos a vida a deitar tudo abaixo vamos acabar por morrer. E as árvores ajudam-nos a respirar”, contou Ana, de 4 anos, uma das 113 crianças que ajudou a parar o empreendimento turístico.
Este é o primeiro processo, no México, que advoga os direitos coletivos das crianças sobre os interesses corporativos, tendo em conta a proteção ambiental, segundo a advogada do grupo, Carla Gil.
O México é um dos países com mais mangais do mundo, segundo a sua própria Comissão Nacional pelo Conhecimento e Uso da Biodiversidade. No entanto, nas últimas três décadas terá perdido 10% destas áreas.
“Para a comunidade de Cancun, proteger os mangais é uma questão de sobrevivência”, de acordo com Araceli Dominguez, ambientalista do Grupo Gema. “Não é apenas uma visão romântica de querer proteger pequenas plantas”.

Fonte: Green Savers e Quartz

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