O jardim zoológico Odense, na Dinamarca, dissecou perante o público, no dia 15 de outubro, um leão de nove meses de idade, sacrificado em fevereiro, apesar de uma campanha internacional que recolheu 130 mil assinaturas.
Cerca de 400 pessoas, entre elas crianças, presenciaram uma prática comum nos zoos dinamarqueses e que a direção do local justificou ter fins didáticos.

"Fazemos isto porque faz parte de um grande pacote de difusão de conhecimento. Ver um animal morto é algo grandioso para todos", declarou à TV pública a principal zoóloga deste zoo, Nina Collatz Christensen.

Ela ressaltou que a experiência permite ao público ver de perto os órgãos dum mamífero semelhante ao homem e proporciona uma relação distinta com os animais.
"No mercado não vê porcos e bois, só se vê a carne picada. Aqui tem-se uma melhor compreensão da vida e da morte dos animais", afirmou.

Também o zoo de Copenhaga foi objeto de uma polémica com repercussão mundial há poucos anos, após anunciar o sacrifício de uma girafa para evitar problemas de consanguinidade e a posterior dissecação pública.

Neste caso, um leão e os seus dois irmãos (uma fêmea e um macho) foram sacrificados em fevereiro para reduzir a população e o risco de endogamia (acasalamento entre animais parentes), depois de nenhum outro zoo na Europa os ter conseguido acolher.

A anatomização em público é uma prática normal nos zoos da Dinamarca, sendo que no de Odense já dissecaram, este ano, um camelo e um pónei e querem repetir a experiência com outros dois leões atualmente congelados.

Joanna Swabe, de um grupo de proteção animal com sede em Bruxelas, criticou o zoo de Odense por matar estes três jovens leões saudáveis, assim como a prática corrente dos jardins zoológicos criarem e matarem leões e milhares de outros animais sempre que são considerados em excesso.

Fontes: UOL Notícias e The Guardian
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Comentários:

1 comentários. Diz-nos o que pensas

  1. Olá MAB!

    A humanidade soma e segue! Transborda COMPAIXÃO por tudo o que é poros!

    De resto isto é apenas o resultado da existência dos absurdos "jardins zoológicos"! E tal como nas reservas (onde se paga para matar), o LUCRO é que conta!

    Se nascem Seres Vivos que darão PREJUÍZO e ninguém os aceita... MATA e depois faz-se um evento como este!

    É só deixar andar...

    Bjhs e Abr
    voza0db

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