Os refugiados sírios estão a recorrer às redes sociais, como o Facebook, e a outras ferramentas como o Google Maps para se orientarem nas suas longas travessias pela Europa. As ferramentas digitais são vitais para publicarem atualizações em tempo real sobre rotas, coordenadas, transportes e, principalmente, para manterem o contacto com a família e os amigos. A internet é a principal ligação entre os refugiados e o mundo.
  • Um projeto está a conectar refugiados na Hungria, transformando voluntários – que andam entre a multidão – em rooters WI-FI, com uma mochila equipada com um rooter que oferece acesso à internet a 6 usuários ao mesmo tempo e dura cerca de 6 horas antes de precisar de ser recarregado.
  • Um escritório das Nações Unidas na Jordânia tem distribuído cartões de telemóvel aos refugiados. O objetivo é que eles possam usar os seus smartphones. O Skype permite que os refugiados façam chamadas grátis.
  • No Líbano e no norte do Iraque, o Comité Internacional de Resgate (IRC, em inglês) entregou milhares de carregadores movidos a energia solar aos refugiados. Na fronteira da Hungria, voluntários colocaram extensões elétricas em estabelecimentos públicos para que os refugiados possam carregar os seus smartphones.
  • Existem grupos no Facebook que auxiliam os sírios que viajam sozinhos.
  • O Google Maps e outros aplicativos de GPS são bastante populares entre os refugiados, pois permitem que estes sejam capazes de criar e de seguir as próprias rotas. Graças a estes apps, os refugiados conseguem evitar passar pelas condições horríveis oferecidas pelos traficantes. De acordo com o New York Times, a única parte da viagem que a maioria dos refugiados ainda paga aos traficantes é o cruzamento da Turquia para a Grécia.
  • Grupos no Google Docs estão a fazer a gestão dos alimentos e de outros itens necessários para a sobrevivência dos refugiados. Esta ferramenta do Google ajuda a garantir que não exista um excesso de determinados produtos e insuficiência de outros e permite que os voluntários humanitários consigam responder rapidamente às necessidades dos refugiados.
  • Por fim, em 2014, os alemães Jonas Kakoschke e Mareike Geiling abriram as portas da própria casa para abrigar refugiados. O que era para ser um ato isolado de bondade tornou-se no projeto “Flüchtlinge Willkommen” (Bem-vindos, refugiados). A plataforma tem sido descrita como o "Airbnb para refugiados", um site onde turistas alugam casas, quartos ou apartamentos. O projeto alemão tem ajudado refugiados de países como Afeganistão, Nigéria, Paquistão e Síria. Mais de 780 alemães já se inscreveram neste site.

Referência: Exame.com
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