O Bureau of Investigative Journalism revelou que só em jactos particulares foram gastos mais de 7,5 milhões de euros. 

Pouco tempo depois de a instituição liderada por Durão Barroso ter pedido um aumento de 4,9% no seu orçamento, o Bureau of Investigative Journalism revela que afinal ainda há muito por onde cortar nas despesas da Comissão, cita o Daily Telegraph.

Mais precisamente, em jactos, cocktails, festas, suites e jóias da Tiffany's. O relatório elaborado por aquela instituição independente sem fins lucrativos analisou as contas da Comissão entre 2006 e 2010 e descobriu, entre outras coisas, que os comissários gastaram dezenas de milhares de euros em estadas em ‘resorts' de luxo nas visitas a Países como Papua Nova Guiné, Gana e Vietname.

Mais alguns milhares foram usados para contratar orquestras de excelência que tocaram em festas privadas e também para comprar joalharia da famosa casa Tiffany's para oferecer a alguns oradores.

O presidente da Comissão, Durão Barroso, não escapa a esta tendência, e apresentou uma conta de 28 mil euros por uma viagem de quatro dias a Nova Iorque, mostra o relatório, que revela ainda que mais de 100 mil euros foram gastos em limusinas para transportar comissários entre eventos oficiais da instituição.

Portugal aparece referido três vezes, nesse mesmo documento, que mostra que a Comissão gastou em Lisboa cerca de 7.500 euros em alugueres de espaços para cocktails.

Os números já provocaram uma onda de indignação nos Estados-membros. É que numa altura em que toda a Europa estaria, alegadamente, a levar a cabo políticas de poupança e austeridade, as contas da Comissão são um mau exemplo de comportamento.

"O que parece muito óbvio é que a Comissão ainda pode fazer muita poupança antes de pedir mais dinheiro aos Estados-membros", disse David Lidington, o ministro britânico para a Europa. "Os contribuintes europeus estão a enfrentar decisões muito duras devido aos Orçamentos do Estado de cada País, e, como tal, é tempo de a comissão definir quais são as suas prioridades em termos de gastos", notou. "Qualquer sinal de extravagância e desperdício prejudica não só a imagem individual de cada comissário mas também a imagem da Europa como um todo", concluiu em declarações ao mesmo jornal britânico.

Um outro membro do Parlamento britânico falou ao Daily Telegraph e adjectivou de "escandalosas" as revelações do relatório do Bureau of Investigative Journalism.

"Quando a comissão disse que precisava de um aumento de 5% no seu Orçamento para "pagar contas" ninguém pensou que isso incluísse jactos privados, joalharia Tiffany's e festas. Esses são exactamente os gastos que têm que ser eliminados", afirmou.

Fonte: Económico
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