O vídeo «What the Finns need to know about Portugal» ou «O que os Finlandeses precisam de saber sobre Portugal», da responsabilidade de Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, pôs a audiência das Conferências do Estoril de pé, a aplaudir. Contém uma mensagem dedicada à Finlândia, com algumas notas sobre Portugal:
  • A actual bandeira finlandesa era a portuguesa há 800 anos;
  • Ensinámos os ingleses a beber chá e a primeira rainha a bebê-lo às 5 da tarde era portuguesa;
  • A aliança mais antiga é entre Portugal e a Inglaterra e tem sido levada muito a sério;
  • 60% dos telemóveis usados em Portugal são da Nokia;
  • Portugal é o único país europeu que nunca ganhou o Festival da Eurovisão, etc.

Numa altura em que alguns partidos do país nórdico estão relutantes na aprovação do plano do resgate financeiro, Carlos Carreiras pergunta "A União Europeia quer cumprir-se ou não enquanto União?", afirmando que este é o momento em que a Europa tem de provar se está disponível para "fazer cumprir os seus objectivos e ideais".

O vídeo funcionou como "uma mensagem para a Europa", mas o presidente da Câmara de Cascais (e presidente do Instituto Sá Carneiro) afirma que, acima de tudo, quer ser "uma convocatória aos portugueses": "Sem o mínimo de auto-estima não conseguiremos ultrapassar as dificuldades que temos de ultrapassar".

O vídeo termina com a informação, desconhecida para muitos portugueses, de que, em 1940, Portugal ajudou a Finlândia. "Nunca poderá o povo finlandês esquecer a nobreza de tal atitude", podia ler-se na nota diplomática enviada, há mais de 70 anos, pelo representante em Lisboa desse país nórdico, em que agradecia a Portugal a ajuda, tanto em víveres como em agasalhos, durante a guerra russo-finlandesa do Inverno de 1940-1941. O facto de ter sido o governo de Salazar a ajudar a Finlândia, na altura aliada da Alemanha nazi, não perturba Carreiras. "Esse é um facto histórico, mas o povo é o povo, independentemente das ideologias".
 
O presidente do Instituto Sá Carneiro aponta um momento complexo que atravessa a Europa e afirma mesmo que se os povos europeus não se querem assumir enquanto tal "então não vale a pena estarmos todos na União Europeia". Agora é preciso saber "se existe Europa ou não existe Europa, se temos coesão ou não".

Entretanto, Alexander Stubb, ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, deixou uma mensagem no Twitter em que elogia o vídeo exibido pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais. “Grande trabalho feito por Portugal. Obrigado a todos os que enviaram o link”, escreveu Alexander Stubb na sua página do Twitter. 

Fontes: ionline e DN
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Comentários:

6 comentários. Diz-nos o que pensas

  1. O que eles precisam saber é que há 82.2% de ÓNAGROS e ACEFALÓPODES a quem eles não devem, E BEM, emprestar dinheiro...

    Eu estou com os Finlandeses...

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  2. Eu tambem estou com eles. Para quê emprestar-nos dinheiro?
    A julgar pelos nossos políticos e governantes, para quê?
    Primeiro temos que arrumar a casa...

    E agora peço um favor:

    Podem assinar e divulgar?

    Petição pela proibição do cultivo de variedades de organismos geneticamente modificados (OGM) na Região Autónoma dos Açores

    http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N9685

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  3. É pena é quase metade ser mentira ou estar errado... Atão essa do voluntariado...
    Valha-me Deus... Mesmo à Portuguêsinho.

    Estão aqui os esclarecimentos:
    http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1550557.html

    Quanto a resposta do Filandeses, cinco estrelas.

    E gosto do meu país, mas assim não...

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  4. Pronto... caldo entornado... ainda não é desta que vamos entrar na linha! Os tótós do finlandeses aceitaram deitar dinheiro ao LIXO... apenas fizeram com que se adie a Bancarrota Oficial... e daqui por uns meses estamos como os Gregos IUPI...

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  5. Olá Ana Teresa,
    obrigado pelo comentário.
    Já assinei a petição!
    Um abraço,
    Mab

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  6. Toda esta história dos países se endividarem tanto e depois precisarem de chegar à situação de precisarem de ajuda de outros países precisa de ser pensada e repensada... O problema vem também dos grandes senhores da economia quererem tanto o endividamento de famílias como de países para enriquecerem...

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