As doses de radioactividade no Japão aumentaram e triplicam, neste momento, a quantidade que uma pessoa pode receber durante um ano inteiro; a passagem está interdita num raio de 20 km que circunda a central nuclear de Fukushima e as autoridades japonesas recomendaram às 140 mil pessoas que vivem na região a ficarem em casa e a vedar todas as entradas de ar.

As radiações são um tipo de energia que faz parte da natureza e que também se encontra em aplicações artificiais, como por exemplo, as aplicações médicas (radioterapia para o tratamento do cancro e raios X).

Existem muitos tipos de partículas nas radiações: as mais numerosas são do tipo gama, que atravessam sem dificuldade os tecidos e entram em contacto com o DNA das células, podendo provocar mutações celulares e provocar vários tipos de cancro.

Quando a exposição às radiações deixa de ser pontual e passa a ser uma situação normal, pode provocar efeitos secundários como queimaduras na pele, queda de cabelo, diarreias, náuseas ou vómitos, ou ainda efeitos a longo prazo (fundamentalmente cancro), sobretudo leucemias.

Segundo a Agência de Segurança Nuclear japonesa, a população de Fukushima está exposta a uma radiação superior a 8 miliSieverts (mSv) por hora (valor recolhido após a 3ª explosão), o triplo da quantidade a que uma pessoa deverá estar exposta no decorrer de um ano.

Quando ocorre a libertação de material radioactivo no ambiente, os materiais libertados são os produtos de fissão nuclear. Átomos menores formam-se a partir da quebra do núcleo de urânio, como por exemplo, o iodo, o césio, o xénon entre outros gases, que se espalham no ar. As pessoas são contaminadas através da inalação destas partículas ou pelo depósito das mesmas na pele. No ambiente ocorre a contaminação do solo e da água.

Fontes: ionline e rfi

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