Com dois cafés "comunitários" já existentes, a cadeia Panera Bread, votada a mais popular nos E.U.A. em 2010, abriu, este domingo, o terceiro em Portland. A novidade nestes cafés está no conceito que o seu fundador, Ron Shaich, lhes infundiu – tratam-se de cafés onde os clientes decidem o que querem pagar.

A padaria comunitária "Panera Cares", em Clayton
As duas primeiras padarias comunitárias abriram, no ano passado, em Clayton, Missouri, e Dearborn, Michigan. Nestas padarias, em vez de um menu com os preços, há uma placa que diz: "Leve o que precisa, Deixe a sua contribuição justa", e caixas para doações. A expressão "Contribuição Justa" é importante, uma vez que a ideia de Shaich só funciona se alguns dos clientes pagarem mais, para equilibrar o prejuízo dos outros.
Aqueles que não podem pagar não necessitam de o fazer, mas o café sugere que voluntariem algum do seu tempo em prol da organização.
"Não se trata de uma esmola", diz Shaich. "Trata-se de um empurrão e todos nós precisamos de um, a certa altura, nas nossas vidas."
Shaich acredita que o conceito "pague-o-que-quiser" pode ser uma parte da solução para a fome, assim como uma espécie de teste à humanidade. "Será que as pessoas se vão tentar entreajudar ou se vão aproveitar?", desafia.
Até agora, têm tentado ajudar. O café em Clayton serve cerca de 4000 clientes por semana. Segundo a Panera, cerca de 20% dos clientes dos cafés pagam mais do que a quantia sugerida, 20% pagam menos e 60% pagam exactamente o que é sugerido.
Se houver lucro, Shaich diz que será reinvestido na comunidade, usando o café para desenvolver programas comunitários de formação.


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2 comentários. Diz-nos o que pensas

  1. Muito interessante! Não conhecia... é um excelente exemplo para o mundo.

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  2. Olá Emi,
    Um modelo que mais empresas poderiam seguir!

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