Confissões de um Mercenário Económico
de John Perkins
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 318
Editor: Gestão Plus
19,00€

Os fãs de John Grisham ou John Le Carré estão bem familiarizados com a figura do mercenário, um assassino a soldo de um governo ou organização criminosa e que tem por missão «apagar» figuras políticas ou ideologicamente incómodas. Mas poucos terão ouvido falar de um mercenário económico.

Porque, ao contrário dos assassinos contratados saídos das páginas de thrillers, os mercenários económicos são reais - e mantidos no mais completo sigilo. São profissionais altamente treinados - formados nas melhores escolas de Gestão e Economia e recrutados das principais empresas de consultoria - que trabalham para a CIA ou para multinacionais, influenciando ou ameaçando governos de países em vias de desenvolvimento para favorecer a política económica dos EUA e atribuir lucrativos contratos governamentais a empresas americanas.

John Perkins sabe tudo acerca deles porque foi um deles - durante mais de uma década. A sua missão consistia em levar os governos de países em vias de desenvolvimento a pedir empréstimos ao Banco Mundial ou ao FMI - empréstimos que não podiam pagar - para desenvolver infra-estruturas essenciais. Esse dinheiro era posteriormente investido em contratos com empresas americanas e os empréstimos tinham de ser pagos pelos contribuintes do país devedor. Quando o país não conseguia pagar o empréstimo, ficava à mercê das regulamentações do Banco Mundial - e dos seus agentes americanos. Esta era, segundo Perkins, uma maneira de os EUA expandirem o seu «império» e enriquecer à custa de países do Terceiro Mundo.
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