Portugal vai ter 16 novas centrais de produção de electricidade a partir de lixo, que entrarão gradualmente em funcionamento nos próximos dois anos.

As 16 centrais, juntamente com as 9 já existentes, irão assegurar uma produção energética superior a 140 mil Mw por ano.

Aumentar-se-á assim em 40%, a produção de energia por esta via, que em 2009 evitou a importação de 207 mil barris de petróleo e poupou a emissão de 268 mil toneladas de CO2.

Das 16 novas centrais, 9 produzirão electricidade através de biogás de aterro e 7 da valorização orgânica dos resíduos. Entre estas, inclui-se a da Valnor (em Avis), com um investimento de 7,5 milhões de euros e que deverá estar concluída em 2012, permitindo produzir 2750 Mw por ano através de digestão anaeróbia, processo biológico no qual a matéria orgânica é transformada em biogás, o qual pode ser usado na produção de energia eléctrica e térmica.

A valorização energética de resíduos começou em 2001 na Valorsul (em Loures), cuja central produziu, em 2009, - 293 837 Mw (cerca de 80% do total nacional).

Dulce Pássaro, ministra do Ambiente, diz que "Se tratássemos os resíduos da forma tradicional, só em aterro, estávamos a resolver uma parte do problema. Assim, o biogás que resulta da degradação dos resíduos é aproveitado e esta é a aposta certa, seguida nos países com políticas consistentes em matéria de ambiente".

Portugal será, então, dos países europeus "com maior adesão a este tipo de solução", diz Rui Berkemeier, da Quercus, acrescentando que ficará instalada uma capacidade de tratamento mecânico e biológico para cerca de 1,5 milhões de toneladas de lixo. "Como o país produz à volta de 5 milhões de toneladas, ainda há uma margem bastante grande para se instalarem mais unidades".

A produção de energia a partir dos lixos garantirá as necessidades de 3% do sector doméstico, ou seja, 168 mil famílias, evitando a importação anual de 311 mil barris de petróleo.

Rui Berkemeier acrescenta que "A produção de biogás é só uma das vantagens deste sistema, que permite ainda recuperar grandes quantidades de materiais recicláveis, sobretudo plástico, e produzir um composto de qualidade média para a agricultura".

Fonte: DN




Subscrever a Newsletter

Partilha:

Comentários:

0 comentários. Diz-nos o que pensas

Obrigado pelo comentário! Respeite os outros leitores. Comentários ofensivos ou com linguagem imprópria serão eliminados.