A 8 de Março de 1857, operárias têxteis de uma fábrica em Nova Iorque entraram em greve e ocuparam uma fábrica para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que recebiam, pelas 16 horas, menos de 1/3 do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o dia 8 de Março como o "Dia Internacional da Mulher".

Em 1975, as Nações Unidas instituíram esta data para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres em todo o mundo, assim como para contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos às mulheres.
Sabia que as mulheres na Europa ganham, em média, menos 17,6% do que os homens pelo mesmo trabalho? (Eurostat 2007)

A taxa de pobreza para as mulheres portuguesas com 65 anos ou mais é de 24%. Nos homens, 19%?

A Carta da Mulher
A Comissão Europeia adoptou a Carta da Mulher, na qual se compromete a introduzir a perspectiva do género nas suas políticas durante 5 anos e a adoptar medidas para promover a igualdade entre homens e mulheres.
Através desta carta, adoptada no âmbito da celebração do Dia Internacional da Mulher, «a Comissão compromete-se a tornar uma realidade na UE a igualdade entre homens e mulheres», disse o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

«As mulheres e os homens ainda enfrentam muitas situações de desigualdade, com importantes repercussões sobre a coesão económica e social, o crescimento sustentável e a competitividade bem como em relação ao envelhecimento da população europeia», salientou Durão Barroso.

A Carta da Mulher assume uma série de compromissos, nomeadamente a promoção da igualdade no mercado de trabalho e igual independência económica para as mulheres e os homens, através da estratégia Europa 2020.

Combater a violência contra as mulheres é outra das prioridades da Carta.
Também o princípio «trabalho igual, salário igual» será promovido junto dos Estados-membros de modo a reduzir a disparidade salarial.
Fontes: Universia, Lux
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