Há riqueza na Diversidade das Zonas Húmidas!
No dia 2 de Fevereiro comemora-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas que decorre da Convenção Ramsar, assinada em 1971 e em vigor desde 1975.

Esta convenção conta com 130 países contratantes e constitui o único tratado sobre ambiente de carácter mundial e consagrado a um ecossistema particular.

A sua missão é "favorecer a conservação e a utilização racional das zonas húmidas através de medidas implementadas ao nível nacional e resultantes da colaboração internacional, como meios de permitir um desenvolvimento sustentável no mundo inteiro".

Segundo a definição da Convenção de Ramsar, zonas húmidas são "zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros."


Portugal assinou a Convenção Ramsar em 1980 e 12 zonas foram classificadas no continente. No entanto, na Madeira e em especial nos Açores não existe qualquer zona classificada ao abrigo desta convenção.

As zonas húmidas estão entre os ecossistemas mais produtivos do mundo. Nestas zonas habitam elevadas concentrações de aves, mamíferos, répteis, anfíbios, peixes e invertebrados. O arroz, por exemplo, uma planta comum das zonas húmidas, é a base da dieta de mais de metade da humanidade.

Estes ecossistemas encontram-se entre os mais ameaçados a nível global, sobretudo devido a intensificação da agricultura, urbanização e industrialização, turismo, pesca e piscicultura, caça, tendências subjacentes às pressões do crescimento populacional e desenvolvimento económico.


Zonas Húmidas em Portugal

As Zonas Húmidas (ZH) ocupam apenas 3% do território europeu. Em Portugal foram identificadas 49 ZH, estando algumas classificadas como sítios Ramsar, totalizando uma área de 66 094 ha. O Estuário do Tejo (a mais importante zona húmida do país e uma das 10 mais importantes da Europa) e a Ria Formosa foram os primeiros sítios Ramsar designados em 1980.

As Salinas do Samouco correspondem a cerca de 360 ha de área de salinas e tanques expropriada pelo Estado Português e de extrema importância em termos de conservação da natureza de muitas aves migratórias que aí fazem escala. Essa expropriação ocorreu no âmbito do contrato de financiamento celebrado com a União Europeia, de forma a compensar os danos ambientais causados pela construção da ponte Vasco da Gama. Foi também criada a Fundação para a Protecção de Gestão Ambiental das Salinas do Samouco (Decreto-Lei n.º 306/2000, de 28 de Novembro), com o objectivo de promover a conservação e gestão sustentável da região.

Fontes: horta.uac.pt e confagri.pt

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