Segundo dados publicados pela Redes Energéticas Nacionais (REN):
  • por cada 100 Watt de electricidade consumidos no ano passado (2009) nos lares portugueses, 15,03 Watt vieram do vento;
  • por cada 24h, 3h e 36 minutos, em média, vieram do vento, ou seja, mais 31,6% do que em 2008.
Valores que elevam o país do 3º para o 2º lugar mundial no contributo de energia eólica, atrás da Dinamarca e à frente da Espanha.
Em 2009 houve uma quebra de 1,4% de consumo e uma redução para metade da importação de electricidade.

A produção nacional eólica de 7493 GigaWatt-hora quase equivaleu (96%) à de Sines e Tapada do Outeiro em conjunto e ficou pouco abaixo (94%) do contributo de todas as barragens em funcionamento. Para estes valores contribuíram as condições meteorológicas dos últimos dois meses do ano que foram muito ventosos.

Outras Fontes Renováveis

Com um crescimento de produção também nas outras fontes renováveis (mais 24,7 % de hidroelectricidade, mais 315 % de fotovoltaico) e ainda com o contributo das energias limpas usadas, na co-geração e na biomassa, as renováveis representaram 35,9% de todo o consumo de energia eléctrica em Portugal em 2009.

José Sócrates traçou a meta de 45% para as fontes renováveis para 2010 (valor que representou 35,9% em 2009). O presidente da Associação Portuguesa das Energias Renováveis (APREN), António Sá da Costa, admite que o país pode chegar aos 45 % no final de 2010 "mas será difícil". Para isso, precisa de ver arrancar todos os projectos eólicos em marcha e à espera de licenciamento, ter prontos os reforços de potência das barragens da EDP, ter mais co-geração com energia renovável e, em especial, que o consumo não cresça ou cresça apenas 1%. Se crescer mais, precisará de importar energia e esta será fóssil, diluindo o peso das renováveis.

Na Dinamarca, país que se encontra em 1º lugar, a energia eólica pesa mais de 20 %.
Referência: Público
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