O que é a camada de ozono?

A Terra é envolvida por uma frágil camada de ozono que protege animais, plantas e seres humanos dos raios ultravioletas (UV) emitidos pelo sol. Esta camada existe na estratosfera, com uma maior concentração entre 16 a 30 km de altitude, proporcionando a cor azul do céu.

O ozono (O3) é uma molécula constituída por 3 átomos de oxigénio, que tem a particularidade de absorver mais de 95% das radiações ultravioletas (UV), impedindo que estas atinjam a superfície terrestre. Embora o ozono tenha um papel importante na camada de ozono, à superfície terrestre é um composto químico com efeitos prejudiciais: agrava a poluição do ar das cidades e dá origem às chuvas ácidas.

Buraco do ozono

Em 1977, cientistas britânicos descobriram um buraco na camada de ozono situado na Antárctida. No entanto, foi em 1985 que foi verificada cientificamente a destruição progressiva da camada de ozono, com a sua consequente rarefacção, designada por “buraco do ozono”.

Actualmente, está a acontecer no Pólo Norte uma situação semelhante.
As substâncias emitidas pelos veículos, a queima de combustíveis fósseis (carvão e petróleo), os clorofluorcarbonetos (CFC) - compostos químicos presentes nos gases usados nos frigoríficos, arcas congeladoras e aparelhos de ar condicionado-, assim como outros gases (como o óxido de azoto, NO, libertado pelos aviões na estratosfera) contribuem para a destruição da camada do ozono.

Quando os CFC atingem a camada de ozono, o cloro (um dos seus constituintes), com a ajuda dos raios ultravioletas, dissocia as moléculas de ozono (O3)-> (O+O+O), voltando estes átomos a formar novas moléculas de O2 e não de O3, destruindo assim a camada.

A constante destruição da camada de ozono leva a um aumento de raios ultravioletas (UV), altamente energéticos que atingem a superfície do planeta. Estes raios, ao atingirem a Terra, provocam graves problemas ao nível dos ecossistemas marinhos (destruição do plâncton), promovem a destruição do ADN das células, provocando o cancro de pele, entre outros. Calcula-se que uma diminuição de 1% na espessura da camada provocaria um aumento de 3 a 6% no aparecimento do cancro da pele.

Segundo as previsões da Agência Estatal de Meteorologia de Espanha (AEMET), a camada de ozono encontra-se numa recuperação "progressiva" e "lenta", embora esta não atinja os níveis anteriores à década de 80 antes de 2050. Os efeitos dos CFC permanecem muito tempo na atmosfera e, por isso, a recuperação será lenta. Na Antárctida, o cenário é pior: a camada de ozono só poderá registar os valores de 1980 entre 2060 e 2075.

Dia da preservação da camada de ozono


A 16 de Setembro de 1987, 46 países assinaram um documento chamado "Protocolo de Montreal" no qual se comprometiam a parar de fabricar o gás Clorofluorcarbono (CFC), apontado como o maior responsável pela destruição da camada de ozono na estratosfera.

Para comemorar o feito, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a data como Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono.

Entre 1988 e 1992 o consumo de gases CFC diminuiu 40% e em Dezembro de 1995 a U.E. e os E.U.A. baniram quase completamente a produção e a importação de CFC e outras substâncias prejudiciais à camada do ozono.

Esta situação levou ao aumento do preço dos CFC, originando a criação de uma espécie de mercado negro que continua a ser fornecido por países onde a sua produção ainda é legal.


Portugal

O contributo de Portugal para recuperar e tratar os CFC melhorou este ano, mas continua a estar aquém do desejável, avalia a associação ambientalista Quercus.

«Apesar do esforço das entidades gestoras de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos e de algumas campanhas de sensibilização, Portugal continua a apresentar um mau desempenho na recuperação e tratamento dos CFC».
No ano passado foram recuperadas cerca de 34 toneladas de CFC, um valor superior em 27% aos valores de 2007 (24 toneladas). «Apesar deste crescimento, estes são valores que representam apenas uma percentagem pequena do total existente nos equipamentos em fim de vida, pelo que algumas centenas de toneladas continuam a ser emitidas para a atmosfera», «a sua não remoção/tratamento faz com que sejam libertados para a atmosfera, com consequências graves na destruição da camada de ozono» realça a associação ambientalista.

A Quercus lembra que, para os CFC serem «removidos e tratados, os equipamentos velhos terão de ser encaminhados sem serem compactados ou removidas peças, pelo que é essencial que os cidadãos e as autarquias tenham este cuidado».


O que podemos fazer

A preservação do ambiente, em geral, e da camada do ozono, em particular, estão muitas vezes ligadas a pequenos gestos que apenas dependem de nós:

• Usar produtos rotulados como "amigos do ozono";
• Assegurar que os técnicos que reparam os frigoríficos e aparelhos de ar condicionado recuperam e reciclam os velhos CFC de modo a que estes não sejam libertados para a atmosfera;
Verificar regularmente os aparelhos de ar condicionado das viaturas sobre eventuais fugas e proceder à mudança do refrigerante do carro caso o aparelho de ar condicionado necessite de uma grande reparação;
Proceder à entrega de frigoríficos, aparelhos de ar condicionado e desumidificadores usados em locais de reciclagem;
• Trocar extintores que usem “halon” por outros que usem compostos alternativos (ex. dióxido de carbono ou espuma);
Promover actividades escolares e cívicas com o objectivo de aumentar a consciência do problema e fomentar a acção local.





Referências: tvi24, ionline, gov-civil-faro, malhatlantica
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Comentários:

1 comentários. Diz-nos o que pensas

  1. Visita...

    http://mundo-de-hoje.blogspot.com/

    Continua o bom trabalho...

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